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“L’avventura foi o título do filme que consagrou o estilo único e original do cineasta italiano Michelangelo Antonioni que, ainda em 1960, deu ao cinema uma nova forma de desenvolver problemas e complicações através de uma história simples e “fugida” de um potencial essencialmente dramático. L’aventura (esse com um “v” apenas) também figura como a segunda faixa do disco “A Tempestade” ou “O Livro dos Dias”, o último que a Legião Urbana gravou presencialmente com seu líder, Renato Russo, antes da vitória da Aids sobre o vocalista, em 1996. Desprovidos de qualquer pretensão, os integrantes deste L’avventura não são e nem querem ser nada disso. A tecitura melodiosa do rock alternativo/de garagem sobreposta às rudes paisagens distorcidas e saturadas formam o terreno sonoro do L'avventura. Os músicos da banda, Talles Campos (vocal e guitarra), Fábio “Big Nose” (guitarra), Ribamar “Nhaco” Lima (baixo) e Samir Barroso (bateria), se propõem a ser algo como a pessoa ao seu lado na platéia ou o vento que bate no vidro fechado do seu carro: próximo como um toque, mas distante como um ideal, separados apenas pelo que estamos dispostos a aceitar. A musicalidade da banda pode ser definida como ‘casual’. ‘Familiar’ acaba sendo uma subcategoria desta e ‘identificação’ uma causa natural das duas juntas. O som da banda é tanto dela quanto daqueles que a permeiam - não um amontoado de freqüências lançadas ao público, mas uma interferência criativa derivada do choque entre público e artista. O que criamos e tocamos não chega como um produto manufaturado e pouco elástico. Não damos uma música pronta. Damos matéria prima para molde. Estamos entregando uma idéia, para que ela seja ouvida. Quem a ouvir que decida fazer o que achar melhor com ela”.
Influências: The Strokes, Moptop, Pink Floyd, Queens of the Stone Age, Toranja, Mombojó, Latuya, Stereophonics, Weezer, Paulinho Moska, Paralamas do Sucesso e Vitor Ramil.
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